:::: HISTÓRIA E OBJETIVOS ::::

O monumento MEMORIAL DA FILOSOFIA é uma homenagem ao 45° aniversário de criação do Curso de Filosofia da UCPel (14.12.1955 14.12.2000).

A obra tem por finalidade expressar, através de suas formas plásticas, seus elementos concretos e seu movimento os seguintes objetivos:

- provocar o interesse latente em todas as pessoas pelo desejo de aprender a filosofar;
- desenvolver a reflexão sobre a realidade artístico-cultural para estimular o debate filosófico e o diálogo interdisciplinar;
- incentivar a expressão de opiniões para criar uma razão aberta e plural;
- despertar o questionamento das evidências do cotidiano, como uma possibilidade para unir o humano e o absoluto;

O Monumento é uma representação, que põe em destaque uma figura humanóide, pois é o homem que constitui o ato de filosofar.


:::: DETALHE ::::


"Coruja: símbolo clássico da Filosofia. Movimento da coruja em 360°. Olhar para todos os ângulos representa a interação entre a peça e o espectador. A Filosofia vê e une as partes e o todo".





"Mãos abertas: o ato de filosofar é um ato de compaixão e solidariedade".







"Tronco em formas de feminino e masculino: filosofar é pensar os opostos unidos".







"Mãos apoiando a cabeça: expressam o ato de reflexão filosófico"





"Cabeça aberta: mente receptiva, razão plural".






"O olho que tudo vê: a Filosofia é aprender, sempre de novo, a ver o mundo".





"Orelha em forma de parabólica: filosofar é ouvir o outro e captar todas as informações".






"A água em movimento escoa como o tempo passa em vida. A condição humana é movimento em busca de sentido".



"Plasticidade, luz e movimento: as formas estilizadas interagem com os troncos das árvores da praça. A filosofia é um ato de interação permanente com o mundo, a sociedade e o Absoluto".



:::: FILÓSOFO ::::
(Autor: Jandir J. Zanotelli)

Colho das falas distantes
Sussuros, proximidades
Semeio sonhos de amantes
Irrigados de saudades.

A luz que se fez ouvido
E bebe da água original,
Ausculta o canto e o gemido,
Para além do mesmo e igual.

Mãos grandes, ásperas, rudes
Que recolhem mananciais
P'rá rebentar os açudes,
Tão corriqueiros, banais.

Retesado, boquiaberto
Ante a surpresa de ser,
Ausculta o longe e o perto
Do agir, pensar e querer

E se faz solicitude,
Cuidado, ouvidos e mãos,
Discernindo o que é virtude,
O junto, que junta irmãos.

Silenciosamente no pátio,
À sombra de nosso olhar,
Convite a ingressar nos átrios
De refletir e pensar.

Pensamento feito ouvido,
Do aqui, do agora, do além;
E se faz gesto estendido,
Convite do querer-bem.

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:::: CRÉDITOS ::::

Projeto: Arq. Serafim Pinho Dias
Participação da Maquetaria da UCPel (Prof. Cláudio Pinto Nunes; colaboração de Carolina Barros)
Consultoria: Professores e acadêmicos do Instituto Superior de Filosofia, Antônio Henrique Nogueira, Amilcar Barum e Míriam Carniato.
Escultura: Arq. Serafim Pinho Dias
Técnica construtiva: Modelagem em gesso sobre estrutura metálica soldada com enchimento de bambu, estopa e tela de malha fina.
Fundição metálica: Máximo Peres, Equipe da Oficina de José Almeida e Serafim Pinho Dias
Técnica construtiva: Fundição em alumínio com utilização de solda; a escultura foi confeccionada em pedaços ocos, com utilização de forma de areia fina com silicato de sódio e gás carbônico, terra preparada de fundição, composta de areia fina tipo escaiola, betonita e mogu; também foram utilizadas formas de gesso e cera de abelha com breu.
Realização: UCPel/Instituto Superior de Filosofia
Coordenação geral: Prof. Agemir
Bavaresco