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Convite à reflexão

18.09.2017 | Capelania e Identidade Cristã

UCPel Mais Saudável: Apresentação

“Esse programa salva vidas, muitas vidas”. Assim o chanceler da UCPel saudou o sucesso do Programa UCPel Mais Saudável, no Dia Nacional  de Combate ao Fumo, 29 de agosto. O dia foi celebrado com um missa em nossa capela, que contou com a presença da Reitoria, de professores, funcionários, alunos e convidados. Na homilia, o capelão da universidade, P. Martinho Lenz, destacou o espírito de profetismo que marcou a vida da S. João Batista (era dia de seu martírio). “Coragem e espírito profético necessitam também os que se dispõe a enfrentar esse inimigo número um da saúde pública, o cigarro”.  Enfrentar as multinacionais da indústria fumageira (tipo Souza Cruz) e seus cúmplices, ou enfrentar o próprio vício. Não é fácil. Parar de fumar é das decisões mais difíceis de tomar e por em pratica. Não é coisa para gente fraca. O primeiro ato de coragem de deixar-se ajudar.

Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde -, o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Além disso, o tabaco está relacionado com mais de 50 doenças e é considerado responsável por 5 milhões de mortes por ano no mundo. O tabagismo é uma doença, que, graças a Deus, é curável. Nunca é tarde para largar o cigarro. Para saber mais sobre essa enfermidade e sobre as estratégias para se livrar dela, lhe oferecemos o texto “Tabagismo é doença. Conheça graus do vício e saiba como se tratar”.

Nossa Universidade está na vanguarda na luta contra esse hábito nocivo e que provoca dependência. Em 10 anos, o Programa UCPel Mais Saudável baniu o uso do tabaco de suas dependências e motivou muitas pessoas a buscar ajuda para se livrar dessa doença. Temos orgulho desse programa. As mais recentes conquistas e a história desse programa você pode conhecer mais a fundo lendo o texto “UCPel Mais Saudável ganha apoio do Conselho Federal de Medicina”.

Boa leitura!

UCPel Mais Saudável ganha apoio do Conselho Federal de Medicina

A iniciativa Fumo Zero, executada pelo programa da Universidade Católica de Pelotas, UCPel Mais Saudável, está com um novo parceiro. O Conselho Federal de Medicina (CFM) passou a divulgar a iniciativa pioneira no município de prevenção e controle ao tabagismo. Além de incluir a informação em destaque no site da entidade, a ação também está sendo trabalhada nas redes sociais do CFM. Diversas empresas de Pelotas também aderem à iniciativa através do apoio para instalação de placas que divulgam a proposta.  

Criado há 10 anos, o Fumo Zero visa eliminar o consumo de tabaco tanto em ambientes abertos como fechados. O programa nasceu por iniciativa do Conselho Universitário e da Reitoria, diante de uma solicitação de alunos preocupados com o número de fumantes no ambiente universitário. Um intenso trabalho com divulgação de cartazes e esclarecimento sobre os malefícios do tabagismo ativo e passivo foram desenvolvidos. A ação teve maior destaque em dezembro de 2013, quando a UCPel decidiu pela proibição do consumo de tabaco em todos os campi da Universidade, incluindo suas áreas abertas.

Devido a essa credibilidade, diversas empresas de Pelotas e região se juntaram ao programa para incentivar a prevenção e o controle ao tabagismo no município. O coordenador do projeto, médico Roni Quevedo, conta que foi através de visitas e conversas informais com os empresários que a expansão do projeto se deu. Atualmente, a lista já conta com 35 apoiadores e está crescendo. "Não temos foco no tipo de negócio, e sim na parceria e na preocupação do parceiro com a ação", destaca.  As empresas interessadas em aderir à parceria, podem entrar em contato com o coordenador do projeto, Roni Quevedo, através do e-mail roni.quevedo@ucpel.edu.br ou pelo telefone (53) 2128-8067.

História

O Programa UCPel Mais Saudável tem uma caminhada longa, conforme lembra o coordenador. "O projeto iniciou seu esboço quando alunos do curso de Psicologia solicitaram providências para combater o malefício", conta Roni Quevedo. A partir de então, graças ao envolvimento de toda a comunidade acadêmica, do apoio de setores da Universidade, e do reitor, José Carlos Bachettini Júnior, foi possível tornar o programa realidade. "A atitude tomada pelo reitor de proibir o fumo, inclusive em ambientes externos, foi extremamente corajosa, um gesto de respeito ao ser humano", avalia Quevedo.

A campanha sugerida pelo Conselho Universitário para inibir o uso do tabaco nas dependências da UCPel, com todos os seus prédios adjacentes, teve o intuito de criar consciência entre os tabagistas da comunidade universitária (professores, funcionários e alunos) sobre os riscos desta prática para a saúde coletiva. A campanha deu lugar a um programa permanente com vistas à conscientização, apoio terapêutico e a proibição do uso do tabaco, em prol da valorização da vida e da qualidade de saúde da comunidade. 

* Com informações do Conselho Federal de Medicina

Tabagismo é doença. Conheça graus do vício e saiba como se tratar

“Nunca é tarde para parar de fumar. Em qualquer fase, sempre existe um ganho na qualidade de vida”, diz a cardiologista Jaqueline Scholz. “Melhoras são sentidas em poucas semanas”.

O Brasil tem 18,2 milhões de fumantes. Não é fácil largar esse vício nocivo e associal (pelo dano a terceiros, os fumantes passivos). Encarar o tabagismo como doença e não como um simples hábito nocivo à saúde é o primeiro passo a ser dado pelos fumantes para largar o vício. “As pessoas têm um preconceito com a busca por tratamentos, elas acham que parar de fumar é algo que têm de fazer sozinhas, sem ajuda médica. Normalmente, só buscam um especialista quando são diagnosticadas com uma enfermidade (como o câncer ou um efisema pulmonar), ou alguma limitação relacionada ao cigarro. Isso é um problema”, afirma a cardiologista Jaqueline Scholz, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo) e criadora do Programa de Assistência ao Fumante.

O Brasil tem hoje 18,2 milhões de pessoas que fumam, sendo 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O País é o oitavo no ranking de número absoluto de fumantes. Os casos que mais preocupam, segundo Jaqueline, são os de alto grau de dependência do cigarro, em que o abandono do vício se torna muito mais difícil.  — Isso é avaliado pelo comportamento do fumante. Nós procuramos saber o que desencadeia essa vontade desenfreada de fumar. Já se sabe, por exemplo, que as pessoas que buscam o cigarro em situações de estresse, ansiedade e tristeza têm alto grau de dependência. 

Aqueles que só se sentem em condições de se concentrar, produzir ou trabalhar depois de fumar também têm alto grau de dependência. Ricardo Mourilhe, presidente da Socerj (Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro), aponta que o nível de dependência ainda está relacionado aos hábitos do indivíduo. “Aquela pessoa que acorda já fumando quase sempre tem um alto grau de vício. 

Quem faz uma refeição e já quer fumar imediatamente, em geral, também tem mais dificuldade de parar porque existe, certamente, um nível mais acentuado de dependência”, diz. Nessas situações, a saída mais efetiva são mesmo as intervenções com remédios, completa a cardiologista do Incor. (O segredo da Islândia para fazer com que seus jovens deixassem de beber e fumar).

Como tratar o vício?  Hoje, os principais tratamentos oferecidos para aqueles que procuram ajuda médica para largar o vício, explica Jaqueline, envolvem dois medicamentos: a vareniclina, que age nos receptores de nicotina que existem no cérebro e assegura que o indivíduo perca o prazer em fumar; e a bupropiona, que atua nos neurotransmissores ligados ao bem-estar e auxilia no combate à abstinência.

- Muitas vezes, esses remédios são ministrados de forma conjunta e combinada. Em alguns casos, são aliados ainda a antidepressivos e ansiolíticos, já que certas pessoas, quando param de fumar, desencadeiam quadros de depressão e ansiedade. Isso é o que existe de mais moderno hoje em termos de tratamento para o tabagismo. O tradicional adesivo de nicotina, embora seja ainda oferecido pelo Ministério da Saúde, não é mais tão utilizado. Ao aderir ao tratamento, o fumante demora aproximadamente quatro meses para se livrar completamente do cigarro, de acordo com a médica. Ela indica que, geralmente, não existe parada abrupta. No primeiro mês, o paciente começa com um remédio, reduz o consumo gradualmente e para de fumar até o fim do período. Se ele não consegue, complementamos com outro remédio e a intenção é que entre o segundo e o terceiro mês o indivíduo já esteja longe do cigarro. Aí existe a manutenção do medicamento para que, nesse momento, ele desincorpore todos os hábitos que tinha como fumante e não sofra com nenhum sintoma importante de abstinência, para que não haja recaída. A partir do quarto mês, retiramos os remédios.

A cardiologista reforça ainda que não existe perigo de o paciente se tornar dependente dos fármacos. Para Mourilhe, é válido também que fumante busque ajuda em grupos de apoio ou com psicólogos e terapeutas enquanto se trata. “Especialmente porque aqueles com alto grau de dependência têm um envolvimento muito mais psicológico do que químico com o cigarro”, diz.  

Benefícios a curto e médio prazo.  Depois de parar de fumar, a pessoa começa a sentir mudanças positivas no próprio organismo em apenas algumas semanas, garante o presidente da Socerj.  — Existe uma melhora da capacidade física e funcional, porque os pulmões começam a ventilar melhor. Entre duas a quatro semanas sem fumar, aquele indivíduo que subia um lance de escada e ficava exausto já não se cansa mais. É um aspecto que, em geral, se nota precocemente. 

Há ainda uma diminuição progressiva do risco de câncer, e não é só câncer de pulmão, é câncer também de língua, de laringe e de outros órgãos por onde a nicotina e as outras substâncias do cigarro passam. Além de tudo isso, entre cinco a dez anos sem fumar, o risco de sofrer um infarto se iguala ao risco de um não fumante.

Sabrina Presman, psicóloga e diretora do Espaço Clif, reforça que "parar de fumar é a coisa mais importante que uma pessoa pode fazer pela saúde dela, não existe nada que cause mais impacto positivo no organismo do que isso. Após apenas 24 horas, os níveis de monóxido de carbono — que é um gás poluente e uma das milhares de substâncias tóxicas presentes no cigarro — já diminuem no corpo do indivíduo, ele passa a absorver o oxigênio melhor, os pulmões desintoxicam. Então, os benefícios começam a aparecer logo. São efeitos progressivos que vão aumentando conforme o tempo passa".  Outra das diferenças notadas no curto prazo é a retomada do olfato e do paladar — que, no caso dos fumantes, ficam comprometidos porque as vias respiratórias e papilas gustativas são completamente impregnadas pelas toxinas do cigarro. A redescoberta de cheiros e sabores, aliás, é um dos motivos pelos quais muitos ex-fumantes ganham peso, pondera Jaqueline.

— Essa é uma das razões, mas ainda há várias outras. O que se percebe é que, ao parar de fumar, a pessoa fica com uma ansiedade exacerbada. Geralmente, ela leva esse sentimento para o lado da comida, tenta compensar a ansiedade comendo. Fora isso, há uma mudança no metabolismo basal. A frequência cardíaca de quem fuma geralmente tem de 10 a 15 batimentos cardíacos por minuto a mais em relação a quem não fuma, porque a nicotina aumenta a pressão arterial. Ao largar o cigarro, a pessoa diminui seus batimentos cardíacos e, consequentemente, o organismo dela gasta menos energia. Estudo diz que cigarro causa uma em 10 mortes no mundo e coloca Brasil como \'história de sucesso\'. A médica assegura, entretanto, que os efeitos na balança podem ser compensados com atividades físicas e acompanhamento médico. Com tratamento adequado para combater os sintomas de abstinência, a maioria dos pacientes não ganha mais que 4 kg.
 
- Vale lembrar ainda que nem todo mundo engorda. Com o uso dos medicamentos e acompanhamento no consultório, entre 60% e 70% dos pacientes ganham de 3 kg a 4 kg; 20% dos pacientes mantêm o peso e tem gente que até emagrece, porque passa a adotar um estilo de vida mais saudável, com alimentação regrada e atividade física. No fim das contas, acontece o que o paciente permite que aconteça.  Os especialistas endossam ainda que não existe idade para largar o vício. “A pessoa não pode pensar que, porque é idosa, deve se acomodar naquela situação. Nunca é tarde para parar de fumar. Em qualquer fase, sempre existe um ganho na qualidade de vida”, conclui a cardiologista do Incor (SAÚDE,  Ana Luísa Vieira, 31/05/2017 ).

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